Tabaco

LENADHor

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabaco é um dos fatores mais determinantes da Carga Global de Doenças no mundo. Metade da população dos homens e um décimo da população das mulheres, em torno de 30 milhões de pessoas, serão fumantes a cada ano e quando envelhecerem. Fumar tabaco é um comportamento que geralmente começa na adolescência e é -ainda- aceito socialmente em praticamente todas as culturas. O uso crônico, assim como os efeitos do uso em indivíduos que não fumam, mas estão expostos à fumaça (o fumante passivo), determinam uma alta taxa de mortalidade, hoje calculada maior que a somatória de várias doenças e comportamentos de risco juntos, como por exemplo, a AIDS, a tuberculose e os acidentes no trânsito. Por ano, morrem prematuramente cerca de 400.000 pessoas de câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias, perinatais e decorrentes de incêndios causados pelo cigarro.

O INPAD (Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas) da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo); financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desenvolveu em 2012 a segunda onda do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD). A primeira onda do levantamento foi realizada em 2006 e teve sua abrangência focada principalmente nos padrões de uso de álcool e tabaco. Ambos levantamentos foram executados pela Ipsos Public Affairs e utilizaram a mesma metodologia, a amostragem probabilística, escolhendo aleatoriamente indivíduos com 14 anos ou mais, de todo território brasileiro. Em 2006, 3007 entrevistas a domicílio foram realizadas, enquanto que, em 2012, um total de 4607 indivíduos de 14 anos de idade ou mais foram entrevistados em suas residências. Os entrevistados responderam sigilosamente a um questionário padronizado com mais de 800 perguntas, que avaliaram o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados com o uso problemático, como depressão, suporte social, saúde física, violência infantil e doméstica, entre outros.

As perguntas sobre o uso de tabaco foram idênticas nas duas ondas do levantamento, com o propósito de permitir a comparação dos dados.  A metodologia probabilística utilizada em ambos os estudos garante que as amostras representam toda a população brasileira. O desenho da pesquisa também permite que se explore tendências no consumo de tabaco da população e possíveis mudanças no período de 6 anos. São estes dados que apresentaremos neste momento.